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O veto ao "kit anti-homofobia": reflexões sobre os discursos religiosos na esfera pública a partir do pensamento de Jürgen Habermas.
No Brasil, a expansão religiosa estende-se paulatinamente, com grande capacidade de mobilização popular, e às igrejas conseguem eleger representantes para o Poder Legislativo e o Executivo. Diante de um modelo de deliberação política democrática caracterizado por um conjunto de pressupostos teórico-normativos que incorporam a participação dos discursos religiosos no espaço político nas sociedades pós-seculares, questiona-se se os discursos parlamentares dos integrantes da Frente Parlamentar Evangélica em relação ao veto do “kit anti-homofobia” estão acordes com a proposta do filósofo Jürgen Habermas de estado pós-secular. Para tanto, fez-se uso da análise de conteúdo como ferramenta metodológica, por meio da qual operou-se um exame através de categorias teóricas. Sendo analisado os discursos, constatou-se que apesar de pertencerem à base religiosa, houve uma predominância de discursos de conteúdo moral e ético, legítimos, porém carregados de preconceitos inegociáveis, inviabilizando com isso o diálogo e, em consequência, também um consenso racionalmente motivado.
Palavras-chave: Kit anti-homofobia. Discursos Religiosos. Sociedade pós-secular. Jürgen Habermas. Secularização.
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